Efeitos da pandemia: Saiba como professores e pais têm lidado com a situação em Nova Mutum

O ano de 2020 tem sido marcado em todo o mundo pelo estado de alerta e calamidade, causados pelo surto pandêmico do novo Coronavírus. A doença ocasionada por este vírus ficou conhecida como Covid-19, devido aos primeiros indícios da pandemia terem surgido na China, no final do ano passado.

Sendo assim, setores como a economia, educação e saúde de países do mundo o todo tiveram que passar por mudanças e adaptações, com medidas estratégicas para enfrentar este vírus letal.

No campo da Educação, aulas foram suspensas e professores e alunos de todo o Brasil tiveram que se adaptar para continuar o processo de aprendizagem.

No Brasil, até hoje foram registrados 1.426.913 casos confirmados, dos quais 790.040 estão recuperados. Por outro lado, o número de óbitos já alcança mais de 60 mil pessoas.

Já em Mato Grosso, 45 mil casos registrados, dos quais 26.432 recuperados e 965 óbitos. E na cidade de Nova Mutum (localizada a 250 km de Cuiabá), que tem pouco mais de 60 mil habitantes, até o momento foram registrados 2425 pacientes notificados, dos quais 464 estão confirmados e 10 óbitos.

Novo panorama, novos hábitos: O lado dos educadores

Ademais, em se tratando da  Educação, as aulas foram suspensas em todo o território mato-grossense desde o dia 23 de março, por tempo indeterminado. A decisão outorgada por decreto é válida para instituições estaduais, municipais e particulares.

A professora Katia Mafra, de 40 anos, que dá aulas em um colégio particular, relatou as dificuldades iniciais encontradas, na nova forma de lecionar. Ela explica como teve que aprender a manusear as ferramentas tecnológicas, para poder dar aulas online, bem como outros pontos que ajustou em sua própria casa.

“Essa pandemia não está sendo fácil, de uma hora para outra estávamos na escola, nos preparando e fazendo projetos, iniciando o ano praticamente e de repente isso caiu sobre nossas cabeças. Pegamos férias e 15 dias depois, houve a suspensão das aulas. Os primeiros vídeos  que gravei foram muito difíceis, a gente fica acanhada, tímida. Temos que usar o celular, que não é ferramenta adequada para usar. Tive que adaptar as coisas aqui, criar sala em um quarto, pra poder gravar, dividir o tempo entre a minha filha de um ano que demanda atenção, aulas, correções, atendimento aos pais [virtual], etc. Graças a Deus o meu marido, que também é professor, está em casa e consegue me ajudar, para eu poder trabalhar”, esclareceu.

Ela também se emociona ao lembrar que o primeiro dia de aulas online foi marcante para os alunos, pois via-se claramente o brilho nos olhos deles, a alegria de ter o convívio com os colegas novamente e a volta à rotina de estudos, ainda que virtualmente.

O lado dos pais

Por outro lado, Jociani Dalacosta Favero, de  42 anos, que é arquiteta, urbanista e paisagista, mostra que os pais e mães também tiveram que se reinventar, para poder acompanhar a rotina de estudos dos filhos.

“Minha filha está no primeiro ano, ou seja, é a fase crítica da alfabetização, então ela  precisa muito do nosso suporte. A escola colocou plataforma online à disposição, com videoaulas de 15 a 20 minutos diários. E tem sala de conferência com todos os coleguinhas. E depois tem as atividades para fazer. Além disso, é uma turma bilíngue e tem aula de Inglês todos os dias. Graças a Deus, eu não tenho do que reclamar do acompanhamento dado pela instituição, desde o princípio. Ela estuda no mesmo colégio desde os três anos de idade e não tenho do que reclamar”, pontuou.

Ela também afirma que para a família, nunca foi cogitado tirar a filha da escola onde está, por conta da pandemia e transferi-la para uma unidade pública, apesar dos impactos financeiros causados a eles e à sociedade em geral.

“Pra nós nunca foi opção tirar ela da escola, pois eles têm o mínimo de atividade necessária. Enquanto as escolas públicas normalmente não costumam dar tal suporte de maneira mais próxima. Eu espero que as mãe tenham paciência com os filhos, porque nós pais não temos didática. Então, a gente sofre de um lado e os professores sofrem do outro, porque eles também não foram preparados para dar aulas via vídeo, etc.”, reforçou.

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