Um erro que custou uma indenização de R$ 10.000,00. Um hospital de Belo Horizonte informou morte enganosa de mulher no prontuário dizendo que a mesma havia falecido após um parto. Tal fato causou vários transtornos e boatos na cidade interiorana de tecnonoticias.com.b onde a professora mora. As pessoas acharam que ela tinha escondido uma gravidez, bem como feito um aborto.

Mas a mulher, na verdade, estava pronta para fazer uma bariátrica. O hospital de Belo Horizonte informou morte enganosa após ela ter desistido da cirurgia. Agora, de acordo com a decisão firmada semana passada na 11ª Vara Cível, a professora será indenizada com um valor de R$ 10.000,00 para compensar os constrangimentos pelos quais passou. Ainda cabe recurso.

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Hospital de Belo Horizonte informou morte enganosa por erro de digitação

O Hospital da Baleia, localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte, faria a cirurgia bariátrica no mês de junho do ano de 2015. Entretanto, pouco antes do procedimento, a mulher simplesmente desistiu. Ela já havia se internado, mas não hesitou em retornar para sua cidade no interior sem o que esperava antes.

No mesmo ano, em agosto, veio a surpresa. A professora descobriu que havia um erro em seu prontuário, onde indicava sua morte pós-parto. E o erro foi ainda maior, pois constava “sexo masculino”. De acordo com o que consta no processo, uma funcionária, a pedido de uma perita em Saúde Ocupacional, contatou a escola onde a mulher trabalhava querendo a confirmação de seu falecimento.

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Mulher desistiu de uma bariátrica e foi dada como morta
Mulher desistiu de uma bariátrica e foi dada como morta – Foto: TV Globo

Foi nesse momento que o erro, onde o hospital de Belo Horizonte informou morte enganosa da paciente, acabou se tornando um grande boato. Uma vez que se espalhou pela cidade, logo os moradores passaram a dizer que a professora havia escondido a gravidez e feito um aborto. Tudo isso lhe constrangeu, pois teve que explicar o ocorrido repetidas vezes.

A mulher passou, então, a se preocupar com tantos comentários maldosos. Isso porque pertencia a uma família católica praticante, era moradora de uma cidade pequena e tinha como profissão a arte de lecionar. Ela logo ficou incomodada e triste com o que os alunos pensariam sobre sua conduta.

Entendimento da juíza

Durante o processo, a alegação do hospital foi que ocorreu um erro na digitação do sumário de alta. Ao invés de colocar “alta a pedido”, com o número 4, foi colocado o número 43 “óbito da parturiente s/ necropsia c/ perm. do recém-nascido”. Eles ainda afirmaram que tal ação foi totalmente desproposital.

No entendimento da juíza, esse erro causou prejuízos de cunho moral, gerando sofrimento, angústia e aborrecimentos. Com isso, definiu uma indenização de R$ 10.000,00. O hospital de Belo Horizonte informou morte enganosa de paciente, mas, intencionalmente ou não, terá que arcar com os custos do processo.

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