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Na ultima quinta (11.06), o empresário e também pré-candidato a prefeito no município de Arenápolis (a 235km de Cuiabá), Edilson Francisco Maierhofer (MDB), concedeu entrevista exclusiva, em sua empresa, para a equipe do Diário Prime.

Num primeiro momento, o entrevistado mostrou um pouco de sua história e trajetória empreendedora. Casado, pai de três filhos e proprietário da Sul Prestadora de Serviços e Peças há 30 anos, Edilson da Sul, como é conhecido no meio político, explicou que a vida acadêmica é muito importante, tanto na trajetória pessoal, quanto na pública.

“Estudei administração, para eu administrar para mim, e pro máximo de pessoas que eu puder ajudar. Eu como administrador, tenho que entender um pouco de legislação, um pouco de direito, um pouco de contabilidade, enfim, entender um pouco de várias coisas. Na vida pública, eu vejo que tudo é questão de ajuste. Não é só dinheiro. Se você pegar e gastar com carinho, com cuidado, onde vai pôr, quanto benefício isso vai trazer, você vai poder ir muito além’, explicou.

Edilson Maierhofer / Por: Walber Almeida - Diário Prime
Edilson Maierhofer / Por: Walber Almeida – Diário Prime

“Nós todos temos que ter consciência da gravidade que é o momento. Então temos que ser muito cautelosos com nossas famílias e com nossos trabalhadores. Devemos trabalhar com uma certa distância social. Porque se você é um empresário, por exemplo do funcionalismo público, tem o dinheiro certeiro e sabemos de onde vem, mas se nós do empresariado não trabalharmos, nós não temos como arrecadar o imposto, e o governo lá na frente não vai poder pagar o funcionalismo dele. E nós não podemos pagar nosso trabalhador, porque nós do empresariado não temos como pagar se ele não produzir”, explicou.

Quanto aos impactos gerados pela pandemia, Maierhofer afirma não ter tido perdas, até o momento. E defende a flexibilização do comércio, que é a fonte de renda principal da cidade de Arenápolis.

“Eu vejo o empresariado, dentro dessa pandemia, como um conjunto: nossas esposas, nossas famílias e funcionários. Quem é da classe de risco, mantenha em casa. E quem é da força produtiva, vá produzir. Mas com calma, cautela e dentro do que as normas impostas pela saúde. Porque se os serviços pararem, quem vai pagar nosso funcionário? Quem vai pagar nosso imposto? Quem vai por comida na nossa mesa? Conforme [a pandemia] vai persistindo, se não houver uma flexibilização, fica difícil”, pontuou.

Ele ainda lamentou a falta de suporte aos funcionários públicos contratados, neste período crítico.  “Quem é concursado está garantido, quem é contratado não tem garantia. A minha esposa é professora contratada, até ano passado ela teve salário. Este ano, ela não recebeu nada. Então eu sinto que falta um pouco de apoio, por parte do governo, a todas as famílias, neste período, que estamos atravessando”, reforçou.

Equipe Diário Prime em entrevista exclusiva / Por: Walber Almeida
Equipe Diário Prime em entrevista exclusiva / Por: Walber Almeida

Ele ainda frisou que nem tudo na vida política se trata de verba, muitas vezes é apenas questão de ajustes e planejamento. E finalizou a entrevista, clamando por mais humanidade e cooperação entre as pessoas.

“Eu gostaria que a gente fosse mais cooperativista e menos individualista. E na medida do possível, ser mais humanos e isso vale para a vida privada, como para a pública. Eu queria que as pessoas se ajudassem mais, porque eu creio que nós, seres humanos, quando pudermos nos ajudar uns aos outros, tudo fica mais fácil. Nós precisamos da parte do poder publico, que os servidores, entendam que eles são funcionários do povo. E humanizar os serviços é uma coisa que tem que ser muito trabalhada”, concluiu.

Em 2016 ele concorreu às eleições municipais, pelo PSDB, e ficou em segunda colocação com 28,10% dos votos (1622).

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