Ludmilla cansou dos ataques, afirma assessoria, que também rechaça estratégia de marketing

Cantora revelou que recebe mensagens ofensivas 24h por dia, e já está documentando todas elas para abrir um processo na justiça

Na noite da última sexta-feira (18), a cantora Ludmilla foi, mais uma vez, alvo de ataques racistas nas redes sociais. A funkeira chegou a apagar as contas do Instagram e do Twitter após receber muitos comentários racistas e misóginos.

Um dos criminosos atacou a cantora afirmando que ela só responderia aos fãs caso jogassem cascas de bananas. O outro criminoso disse que ela merecia chicotadas pelo fato de ser negra.

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Brunna Gonçalves, namorada da cantora, disse, em seu Twitter, que é muito ruim ver a namorada triste. Vários artistas como Mateus Carrilho, Taís Araújo, Ivete Sangalo e outros, mostraram publicamente nas redes sociais, junto aos fãs de Ludmilla, o apoio.

“Racismo é crime. Não é falta de informação”, disse Mateus Carrilho.

Antes da desativação das contas, ela publicou um post revelando que “era pouco”, perto do que ela já recebeu de mensagens com cunho racistas e misóginos, disse também, que isso acontece 24h por dia em todas as suas postagens e que iria fazer com que cada uma dessas pessoas “paguem” pelo crime que cometeu. 

Nota oficial da assessoria da Ludmilla

A agência Trigo Comunicação, atual assessoria da artista, informou que isso já vem acontecendo há muito tempo. A artista já vinha demonstrando cansaço quando informou a equipe sobre o excesso de ataques feitos.

A cantora lida não só contra ataques de racismo mas também de gênero, mas, a Agência disse em nota, que muitos estão especulando uma estratégia de marketing, mas que não se trata disso, mas sim do verdadeiro cansaço por parte da cantora.

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Todas as mensagens e comentários racistas e homofóbicos já estão sendo documentados e serão levados à justiça, mas sobre o retorno dela às redes sociais, a agência revela que os fãs precisam aguardar a vontade da funkeira, para que isso venha a acontecer. 

Vale lembrar que as plataformas já trabalham com políticas e diretrizes que vão contra qualquer discurso com linguagem imprópria e que propague o ódio. O próprio Twitter anunciou novas políticas, em dezembro deste ano, que vão contra a linguagem imprópria com relação à etnia, nacionalidade e, também  à raça. As redes sociais ainda tem muito a ser trabalhado nesse sentido.

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O crime

A Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos (Safernet), de 2006 para 2015, o número anual de denúncias anônimas contra o racismo aumentou de 25.690 para 55.369. Estamos falando em um dobro na taxa de aumento equivalente a 115%

Diante do terceiro parágrafo do Artigo 140, do código penal, a pena para o crime de injúria racial pode variar entre um a três anos de prisão, e este, serve para aqueles que vão contra a dignidade de qualquer pessoa, se baseando apenas na raça, cor, etnia ou religião, como o que aconteceu a cantora Ludmilla.

Os fãs estão com saudades e mostram isso nas redes sociais. Mas, vêm mostrando, além disso, entendimento pela atitude e dando muito apoio à Lud, com muitas postagens. A cantora ainda não deu nenhuma pista de quando voltará ao Twitter e ao Instagram. 

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