No final da noite de ontem (19), Brenda Ligia Miguel agradeceu aos seguidores do Instagram de Deborah Secco que a acompanharam nos últimos seis dias. A artista divulgou entrevistas, poemas e documentários sobre o tema ‘racismo‘.

Em meio aos últimos acontecimentos, relacionados ao homicídio de negros, que tiveram grande divulgação e comoção mundial, a atriz Deborah Secco deu amplitude aos trabalhos antirracistas que Brenda Ligia vem desenvolvendo. A primeira conta com 18,7 milhões de seguidores, enquanto a segunda, com 9.203.

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Brenda Ligia Miguel - Foto: Reprodução do Instagram
Brenda Ligia Miguel – Foto: Reprodução do Instagram

“Brenda Ligia Miguel é atriz, diretora, apresentadora, locutora, mestre de cerimônias, videomaker, escritora. ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️ Atuou em 10 longas, 9 séries de TV, diversos curtas, filmes publicitários e videoclipes musicais. Formada no Curso Superior de Comunicação Social (Publicidade e Propaganda) pela Faculdade Oswaldo Cruz (SP); Curso Técnico Profissionalizante de Teatro no Teatro Escola Macunaíma (SP); Superior “Management Studies” na University of the West Indies (Trinidad & Tobago, Caribe); Francês no Ecole-club Migros (Suíça).”, informou a própria, em seu post de ontem (19).

Sobre suas principais obras, escreveu: “Em 2014, seu documentário “Rabutaia” ganhou prêmio especial do júri no festival Cine PE e teve estreia nos EUA (Festival Golden Orchid/ Pensilvânia). Em 2017, sua ficção experimental “Aqui Jaz” lhe rendeu o prêmio Melhor Atriz de Curta no Cine PE e foi exibida na Itália (Geofilm Festival/ Pádua). Em 2020, seu novo filme Contraste, manifesto antirracista lançado pela Mídia Ninja, é um dos premiados pelo Festival Felino Preta, símbolo de resistência antirracista.”

Em outro post, também de ontem (19), a escritora compartilhou uma curiosidade histórica: “Em 1820, os escravos que faziam os serviços domésticos eram chamados de criados. Alguns desses homens e mulheres passavam dia e noite imóveis ao lado da cama com um copo d’água, roupas, etc. Porém, alguns senhores achavam incômodo o fato de eles falarem, e muitos chegavam a perder a língua. Outros sofreram duras punições para ‘aprender’ a nunca se mexer quando houvesse alguém dormindo. Um dia, surgiu a ideia de uma pequena mesinha para ficar ao lado da cama, usada basicamente para apoiar objetos. Esse móvel exercia a mesma função do escravo doméstico e foi chamado de criado. Então, para não confundir os dois, passaram a chamar o móvel de criado-mudo.” 

“Dois séculos depois, sem nos dar conta, ainda carregamos termos racistas como esse, mas sabemos que é sempre tempo de mudar e evoluir.”, concluiu a militante, Brenda Ligia Miguel.

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Dentre todo o material divulgado por Brenda Ligia, talvez o mais impactante seja o documentário ‘Ilê’, que traz diversos depoimentos sobre agressões psicológicas e físicas que pessoas sofreram, devido a cor de sua pele ou a textura de seu cabelo. Assista:

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Brenda Ligia Miguel @brendaligiamiguel apresenta “Ilê”, documentário sobre racismo na infância. ✊?❤️?? Participação especial: Raul Miguel Pinheiro. Sigam o perfil de @brendaligiamiguel para ver mais. ?✌? -Em breve será postado lá para compartilhamento. Com poema de Tawane Theodoro, na voz de Roberta Rodrigues. Elenco (por ordem de aparição): Taty Godoi, Tawane Theodoro, Tatiane Miguel, Débora Santos, Roberta Gomes, Valquíria Ferreira, Ayana Amorim, Clecinara Miguel, José Carlos Gerônimo, Dudu de Oliveira, Eduardo Acaiabe, Gil Paz, Enio dos Santos, Arthur Miguel, Gerson Rocha, Kleber Miguel, Fernando Américo, Luciana Silveira, Lenita Oliver, Priscila Maria, Anderson Coimbra, Francisco Coimbra, João Pedro Coimbra. Fotografia: Marcelo Pinheiro Vinheta: Hugo Moura #vidasnegrasimportam #brendaligia #deborahsecco #documentario #brasil #racismo #negritude #escola #educacao #antirracista #racismonainfancia #resistencia #autoestima #criancapreta #mulhernegra #historia #familia #cabelo #blackpower #crespo #afro #brasileiro #policia #genocidionegro #necropolitica #violenciapolicial

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