Rodrigo Dias, um jovem morador da comunidade Alto Vera Cruz, integra um grupo organizado logo depois da tragédia ocorrida em Mariana, há aproximadamente cinco anos. Juntamente com um amigo, Cezar de Souza, foi ver como está o Pantanal hoje. Eles estão entre os diversos voluntários que estão tentando resgatar alguns animais atingidos pelas queimadas, que já ocorrem há meses.

“Muitos animais queimados. É chocante. Sapo, jacaré. Está tudo destruído”, comentou o rapaz, que está na cidade de Poconé, localizada no interior do Mato Grosso. Além de ir verificar como está o Pantanal hoje, Rodrigo já atuou em diversas tragédias, salvando animais em situação de risco.

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Como está o Pantanal hoje e os animais resgatados

No Pantanal, os voluntários Cezar e Rodrigo são os responsáveis pelo carregamento e distribuição de água para os animais que ficaram sedentos tentando escapar das queimadas. “O que se passa na televisão nem é 1% daquilo que realmente está ocorrendo aqui”, relatou Rodrigo.

O Grad (Grupo de Resgate de Animais em Desastres), organização ao quais os rapazes pertencem, se mobilizou até o Pantanal após o Conselho Estadual de Medicina Veterinária pedir apoio para o Conselho Federal deste setor. Assim, a entidade mineira acabou procurando os voluntários. Eles permanecem nas imediações das queimadas desde o começo do mês de setembro.

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Voluntário fica chocado ao ir verificar como está o pantanal hoje
Voluntário fica chocado ao ir verificar como está o pantanal hoje – Foto: Grad

O Grad já conseguiu efetuar o resgate de diversos animais, entre eles lagartos, quatis, bem como veados campeiros e onças. Eles esperam que toda a situação venha a melhorar, pois ainda está bastante caótica.

Um pouco sobre o Grad

O Grad teve sua criação feita pelos voluntários que fizeram parte do resgate dos animais depois que a barragem Fundão, na cidade de Mariana se rompeu. O ocorrido foi há aproximadamente cinco anos, sendo uma tragédia que matou mais de 15 pessoas.

Este grupo também esteve em Brumadinho, no rompimento da barragem no ano de 2019. Foram 270 pessoas mortas, 11 desaparecidas, acarretando na maior tragédia da história do Brasil. Este ano, além dos voluntários irem verificar como está o Pantanal hoje, eles já atuaram nas enchentes que devastaram algumas partes de BH no começo do ano, bem como nas queimadas em Goiás.

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