A comunidade LGBTI+ já pode comemorar. O banco digital Pride Bank finalmente encerrou sua fase de testes. Desde o dia 17/08 a instituição abriu seus serviços bancários para novos clientes. Agora, quem quiser se cadastrar não precisa mais receber o convite, como antes.

A migração aconteceu no instante em que os testes foram finalizados, bem como os últimos cartões dessa fase foram enviados àqueles que se tornaram os primeiros correntistas (também chamados de “Priders”). Também, quem abriu a conta, mas ficou com o nome na lista de espera, teve a conta liberada nos últimos dias.

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Banco digital Pride Bank inova em seus serviços voltados para a comunidade LGBTI+

A primeira inovação de destaque fica por conta do cartão de crédito, que carrega a bandeira Mastercard, mas que possibilita o usuário ter registrado o seu nome social. Assim, travestis, bem como transexuais não precisam mais se preocupar com constrangimentos. Além disso, mais para o futuro, o banco digital também oferecerá linhas para crédito pessoal, bem como financiamentos.

O app do banco digital traz inovações para o público LGBTI+
O app do banco digital traz inovações para o público LGBTI+ – Foto: App Pride Bank

Uma das informações relevantes sobre os cartões da conta digital é que eles funcionam somente na maneira “pré-paga”. Dessa forma, não é preciso passar por um sistema de aprovação. Eles operam apenas com os valores de recarga feitos pelo usuário. No entanto, outro detalhe importante é que o cartão só pode ser solicitado por um correntista que tenha a conta ativa.

Esse banco digital foi criado com um propósito especial de ser mais do que uma simples instituição bancária. Ele tem a disposição de devolver uma parte da sua renda a esse público. O Pride Bank se propôs a reverter 5% da receita bruta em sua totalidade, distribuindo-a para diversas iniciativas, ONGs, mas também coletivos LGBTI+. Entretanto, outros 5% serão investidos no entretenimento, nos esportes e na cultura voltada para essa comunidade.

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Uma boa notícia é que algumas causas já começaram a receber os valores das doações do banco digital. Entre elas estão: Fundo Elas, Casa Arouchianos, Família Stronger e ONG Eternamento SOU. Esse processo está sendo feito com a parceria firmada com uma empresa especializada em tecnologia social, a Welight. É ela que vem administrando o Instituto Pride através da sua tecnologia desenvolvida por blockchain.

Com este serviço, todos os primeiros e futuros correntistas têm a chance de obter uma visibilidade completa da forma como seu dinheiro é aplicado e distribuído. Assim, o Pride Bank se torna, não só o primeiro banco digital voltado para o público LGBTI+, mas também preocupado com a transparência de seus serviços e com o amparo cultural e social das minorias.

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